sábado, 15 de outubro de 2016

Sobre "The Good Wife" e obrigações a cumprir com o Doutor

Voltei! Moscas, sentiram minha falta? Bola de feno passando, sentiu minha falta?

*Contém spoilers se alguém for ler*

Dessa vez voltei com The Good Wife até a Season 02. A série é meio velhinha (2009) mas acabou recentemente, em 8 de maio 2016 e tem sete temporadas, mas na Netflix só até a Temp. 6.
Alicia Florrick era uma dona de casa submissa ao marido, o político Peter Florrick, até um escândalo que destruiu a carreira política dele envolvendo sexo com uma sem vergonha (sendo ele ele também sem vergonha, mas a mulher além de sem vergonha era filha da puta, pois fez várias ameaças). Pelo menos Alicia saiu do mundinho pequeno e voltou a trabalhar com louvor como advogada, sempre se destacando. Eu adoro é a Kalinda. Enquanto eu não acho uma camiseta debaixo do meu nariz, ela descobre os segredos mais obscuros em menos de um dia.

O problema de Peter Florrick ter se metido com a vagabunda foi a tensão que gerou na família e inclusive nas crianças. Não entendo como homens CASADOS fazem esse tipo de coisa. Mas teve Alan Cumming (que faz Eli Gold) pra compensar. Toda vez que ele humilhava Becca era meu Natal.
Will e Alicia era complicado. Eu sabia que não queria que Alicia voltasse pro marido, mas também tive reservas quanto ao Will até ele pôr os pés na mesa durante o julgamento do Exército (Temp. 2 E.02 – Duplicidade). Ele é muito pegador pro meu gosto. A Alicia, por exemplo, é linda, a Kalinda é linda e não vejo nenhuma das duas dormindo com múltiplos homens, não que houvesse algo errado com isso se fosse da escolha delas, mas esse lado Kirk do Will me enoja. E o Will nem é bonito, é ‘Galã Feio’ (coisa escrota do Facebook). Mas devo admitir que ele tem carisma. Mas a minha advogada favorita é a Diane Lockhart (mãe do Leonard). Quando ela desprezou o perito em armas, Kurt, na Temp. 1 partiu meu coração (e o dele). Mas ele volta na Temp. 2 e a chama pra viver um tempo com ele depois de um relacionamento intenso durante um julgamento em que ela o ajuda (Temp.2 Ep. 15) e adivinha? Ela não aceita por causa do trabalho. Mas também né gente, perder a vida garantida por homi é má ideia.

Há episódios como os da segunda temporada (Temp. 2 Ep. 5 – Tratamento VIP) onde uma massagista é violentada e inclusive nós MULHERES irmãs fazemos pouco caso da situação dela. O ápice é quando a esposa do estuprador telefona pra Diane e exige que eles larguem o caso, parafraseando “porque o marido dela é importante e essa moça é uma ninguém.” Fiquei espantada porque o único a ter uma atitude digna foi Peter Florrick, que recusou terminantemente ter sua campanha apoiada pelo estuprador (um cara famosão que ganhou um Nobel).

Um comentário sobre a série é que a magreza e os “corpos perfeitos” que por exemplo são vistos em Sex & the City são MUITO valorizados. Repito que não é como Star Trek e Dr. Who que têm outros valores. Parece que a mídia está investindo pesado para fazer a maioria das mulheres se sentir mal com elas mesmas. Por exemplo, a atual namorada do Will pede o doce do Peter que ele não ia comer e o Peter pega e pergunta “Você tem um bom metabolismo?” (já que ela estava comendo DOIS doces ela tinha que processar comida como um mussaranho). Ao que ela responde “Nada, é que amanhã corro 16 km pela manhã.”
Gente, QUEM corre DEZESSEIS QUILÔMETROS pela manhã? Já é difícil levantar da cama, que dirá sair numa maratona!
Essa glorificação da magreza é que nunca para. Mas a gente tem que sentar e aceitar.

Mas o incrível aqui é como desde o começo Alicia lida com as situações difíceis e chatas. A traição do marido e depois o marido sendo solto e vivendo sob o mesmo teto. O filho crescendo rápido demais, mas de forma negativa devido às influências nefastas a que estava exposto. A filha de repente arrumando amigas Evangélicas e se rebelando para o lado de “Jesus”, ao que Alicia promete leva-la à Igreja e lhe dá uma Bíblia (quando a menina vê a grossura começa a pensar duas vezes se Jesus vale tanto à pena assim...)

Eu confesso que na primeira temporada eu não gostava do Cary, mas comecei a gostar dele mais e mais quando ele foi expulso da Lockhart, Gardner. E ficava torcendo pra rolar algo entre ele e a Kalinda. Os dois são fofinhos demais! Pena que a Kalinda é insuportável.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a politicagem. Um querendo puxar o tapete do outro, fazendo meme, desenterrando segredos para prejudicar. Era uma sujeira deslavada pela vitória que me dava NOJO. Contaminar até as crianças com a falta de ética. Eu não torcia por ninguém, porque se candidatos capazes de qualquer coisa como esses vencem, imagina o que são capazes de fazer no poder. “Power corrupts; absolute power corrupts absolutely.” (John Dalberg – Acton). E um Peter Florrick no poder de novo é capaz até de um flashback com mais prostitutas.

E no Ep. 17 Temp. 02 descobrimos que o Peter Florrick não dorme só com prostitutas, mas também com pessoas inimagináveis, tipo a melhor amiga e colega de trabalho da Alicia, Kalinda. E descobrimos que nenhum dos dois tem (ou tinha) ética. Mesmo isso tendo sido há dois anos.
Algo que me deixou feliz foi ver o Eli apaixonadinho. No Episódio 15 da Temp. 02 o tiro acaba saindo pela culatra e ele se arrepende, tentando remediar a situação, enquanto eu torcia pra que os dois acabassem juntos, mesmo sendo um casal tão improvável.

Quando Alicia descobre que seu marido dormiu com Kalinda ela faz uma coisa super classy: encaixota as coisas do Peter, enfia num caminhão de mudança, compra um apartamento pra ele e paga os três primeiros meses de aluguel. A-MEI. Aí chora, joga coisas, ouve música e sai divando. Cena épica da temporada. (Temp 2 Ep. 21)

Achei legal uma questão que foi levantada sobre a monogamia no Ep.22 Temp02, onde Alicia discute com a querelante os porquês de trair/não trair. Alicia usa o mesmo argumento que eu sempre usei: “Então pra que casar?” ao passo que a querelante diz que é bom dar uma variada, ceder aos instintos e mesmo assim, continuar amando o cônjuge num casamento saudável. Bem, durante o episódio, vê-se que essa linha de raciocínio não dá muito certo.

E o final da segunda temporada é tudo o que eu estive esperando. Não vou dar mais spoiler que já dei, mas é muito, MUITO tudo.


Agora vou lá assistir ao resto de Dr. Who Temp. 5 e 6, porque em Doctor Who tô super atrasada. 

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